Simulador Cornealring

Parâmetros

Olho

i Longitude de Arco

i Ceratometria
Doptria (D)
Eixo (°)

i Paquimetria (µ)
No local da incisão
Ponto mais estreito do túnel

BSCVA

K1
K2



 escala decimal

Patologia

i Tipo de
distribuição
ectásica

 

 


i Refração

Esférica (D)
Cilíndrica (D)
Eixo (°)

25/75% - Muito assimétrica

Ao menos 75% da área ectásica se encontra em um hemisfério corneano

33/66% - Moderadamente assimétrica

⅔ da área ectásica (66%) se encontra em um hemisfério corneano

50/50% - Simétrica

O meridiano mais curvo da córnea divide a área ectásica ao meio





Use a refração simulada APENAS se a refração for impossível.

Resultados

Usar

 

Posição da incisão (meridiano)

Profundidade da incisão (manual)

Profundidade da incisão (femtolaser)

  segmento(s)

  o
  µ
  µ

Mais estreito

Mais espesso

Instrução

 

Previsão de resultado
Pré-operatório (D)
Pós-operatório (D)

 

Km
Sph Eq

K max

BSCVA

Valor de Astig

Eixo Astig

Coer Astig

Advertência: Os resultados obtidos por meio desta ferramenta de simulação não são prescrições e não devem ser tomados como tal, sendo aqui fornecidos com o único objetivo de exemplificar utilizações hipotéticas do segmento em um ampla e variada gama de condições de córneas.

Instruções

Sobre a longitude de arco

Deve-se optar entre duas alternativas de simulação: a primeira, dentro da técnica de dois segmentos de menor longitude (quando aplicáveis) e a segunda, que substituirá os dois segmentos (quando aplicáveis) por um único segmento de 300° de longitude.

Sobre a ceratometria

Os dados de ceratometria a serem fornecidos nesta simulação devem ser, preferencialmente, os fornecidos pela ceratometria simulada “Sim K” do mapa topográfico axial em dioptrias (D).

Quando o topógrafo, ao invés de fornecer o “Sim K”, fornece apenas K1 e K2, nos diâmetros de 3, 5 e 7 mm, devemos escolher o de 3 mm, por ser o que mais se assemelha à ceratometria simulada.

O mapa topográfico é a principal ferramenta para a determinação da estratégia cirúrgica. Caso este exame não tenha sido realizado corretamente, deve ser repetido até que esteja adequado para uma avaliação precisa. Caso isso seja desconsiderado, incorre-se no risco de se determinarem segmentos de anel inadequados para o caso.

A ceratometria manual pode ser de grande utilidade, caso o mapa não seja confiável.

Em casos de pacientes portadores de deficiências físicas ou mentais, pode haver maior dificuldade para a obtenção de um bom mapa topográfico, o que pode induzir a escolhas inapropriadas de segmentos e de suas posições.

Sobre a Paquimetria

O valor paquimétrico a ser introduzido nesta simulação é aquele determinado no local exato onde se faria a incisão. Será simulado 75% deste valor, que seria a calibração do disco de diamante.

É importante avaliar também a paquimetria de toda a região corneana por onde o segmento seria implantado. Isso pode ser feito por meio de mapas paquimétricos obtidos de equipamentos como Pentacan ou Orbscan, ou ainda por meio de um paquímetro ultrassônico, que deve pesquisar toda a zona de 5 mm de diâmetro. A paquimetria ao longo da zona de implantação deve ser de no mínimo o dobro da espessura do segmento, a fim de assegurar estroma suficiente para envolvê-lo, evitando alterações histológicas e metabólicas que poderiam comprometer o resultado da cirurgia. Por exemplo, uma córnea com 400 microns de espessura aceitaria segmentos de até 200 microns. Se nesta simulação for apresentado, para este caso hipotético, um segmento de 250 microns, seria necessária uma modificação para um segmento de 200 microns. Certamente, o achatamento corneano simulado será um pouco menor do que o esperado, sendo considerada preferível, porém, uma subcorreção a uma córnea em sofrimento.

Sobre o tipo de distribuição da área ectásica

Esta simulação requer informações sobre como a área ectásica está distribuída na córnea. Para isso, usamos o meridiano mais íngreme indicado na topografia (“Sim K” do mapa axial) como referência para dividir a córnea em dois hemisférios. Em seguida, deve-se observar se a área ectásica está igualmente distribuída nos dois hemisférios ou se esta área está concentrada em apenas um.

A melhor forma de analisar a morfologia do ceratocone e sua distribuição em relação ao meridiano mais íngreme da córnea é usar a “Escala Normalizada”. 

Esta simulação usa a seguinte classificação para a Distribuição da Área Ectasica:

Muito assimétrica
Quase a totalidade da área ectásica (pelo menos 75%) está localizada em um hemisfério e uma pequena porção situa-se no outro.

Moderadamente assimétrica
2/3 da área ectásica está em um hemisfério da córnea e 1/3 está no outro.

Simétrica
O meridiano mais íngreme da córnea divide a área ectásica em partes iguais (meio a meio).

Sobre a Refração

Devemos selecionar a refração subjetiva em vez daquela fornecida pela auto-refração. Porém, devemos testar os valores dióptricos fornecidos por este último, principalmente nos casos em que o exame refracional foi difícil ou o paciente não conseguiu determinar qual era a melhor lente, o que possa ter gerado um resultado impreciso, relativamente frequente em casos de ceratocone avançado.

Para essa simulação, utiliza-se a refração dinâmica ao invés da estática, porque a dilatação da pupila expõe as aberrações periféricas e altera o poder refracional do olho. Uma atenção especial é necessária nos casos que resultam em alta miopia, superior ao esperado para um determinado olho, devido à possibilidade de se estar diante de um espasmo de acomodação. Nestes casos, requer-se uma refração sob cicloplegia.

Sobre o prognóstico de satisfação do paciente

A ferramenta simula se um determinado olho teria ou não uma boa perspectiva para uma cirurgia do anel, estimando a satisfação hipotética do paciente com o resultado da cirurgia, indicando-a por uma pontuação negativa, neutra ou positiva.

As variáveis avaliadas são: K max, BSCVA, Valor Astigmático, Eixo Astigmático e Coerência Astigmática:

K max (meridiano mais íngreme)
Os melhores resultados podem ser alcançados quando o “K Max” não exceder 60D. A insatisfação também poderia ocorrer caso a córnea esteja muito plana, pois sabemos que o anel  produziria um achatamento ainda maior, o que poderia prejudicar a qualidade da visão.

BSCVA (Best Spectacle Corrected Visual Acuity – Melhor acuidade visual corrigida por óculos)
O objetivo de uma cirurgia com segmentos é melhorar a visão com óculos ou melhorar a adaptação de lentes de contato. Portanto, uma cirurgia do anel não seria indicada para olhos com boa visão por meio de óculos. Além disso, uma correção extremamente baixa da visão indica a existência de uma importante deformação da córnea. Nestes casos, a probabilidade de um mau resultado é significativa.

Astig value (Valor de Astigmatismo)
O principal mecanismo pelo qual o anel melhora a visão é através da correção do astigmatismo. Portanto, deve haver um astigmatismo significativo a ser corrigido. Por outro lado, um astigmatismo extremamente alto indica a existência de uma importante deformação da córnea. Também nestes casos, há significativa probabilidade de um mau resultado.

Astig axis (Eixo Astigmático)
O meridiano mais íngreme da córnea em olhos com ceratocone é geralmente oblíquo, posicionado de temporal superior a nasal inferior. A ausência dessa característica típica pode indicar que a topografia não é confiável ou que a deformação da córnea é muito importante (além das possibilidades terapêuticas para uma cirurgia do anel).

Astig Coer (coerência entre o eixo do astigmatismo refracional e o eixo do astigmatismo corneano)
O eixo astigmático de refração deve estar próximo ao meridiano mais plano da córnea. A ausência dessa característica típica pode indicar que a topografia ou refração não é confiável ou que a deformação da córnea é muito importante (além das possibilidades terapêuticas para uma cirurgia do anel).